Treinador dos quenianos dá 5 dicas para sua participação em maratonas

VIDA QUE CORRE

 “CORRER PARA VENCER, VENCER NA CORRIDA E VENCER NA VIDA!”. Esse é o lema do técnico que treina os quenianos no Brasil, Moacir Marconi, conhecido por Coquinho. Ele levará 4 quenianos para a 22ª Maratona Internacional de São Paulo, no dia 24 de abril.

Coquinho é responsável por selecionar os quenianos  que passam uma temporada de treinamento no Brasil na “Casa Quênia”, localizada na cidade de Nova Santa Bárbara, no Paraná. Os quenianos ficam de 2 a 3 meses hospedados e alguns deles,  ao integrarem a equipe FILA Running Team, competem nas principais provas de rua do Brasil. Coquinho, além de treinador, é administrador esportivo e ex-atleta. Ele está no ranking dos 20 corredores nacionais com as melhores marcas brasileiras em maratonas.

Ao conversar com o blog VIDA QUE CORRE, Coquinho passa 5 dicas aos corredores amadores que participarão da Maratona Internacional de São Paulo:

1) Driblar insegurança

Para ter confiança no dia da maratona, o atleta amador tem de se preparar psicologicamente. Ter foco nos treinos e, no dia da prova, fazer somente aquilo que treinou, respeitando os próprios limites, sem fazer comparações com os outros corredores. Dessa forma, é mais fácil estar seguro, estabelecer novas metas e superar a cada competição. Como não se trata de um corredor profissional, o segredo para o atleta amador é relaxar e realizar a prova com tranquilidade, encarando como uma superação e não como competição.

2) Até quando treinar

Normalmente o treino não é interrompido. Chamamos de “descanso ativo” o treino de menor intensidade, que é quando o atleta deve (no caso da maratona) praticar atividades leves, descansando o corpo e guardando energias para o dia da prova.  No caso dos quenianos, os últimos trabalhos específicos antes da maratona começam duas semanas antes.

3) Insônia

Por conta da ansiedade, é normal ter insônia nos dias que antecedem a prova. Minha dica para driblar isso é encarar a prova como um treino em grupo.

4) Alimentação adequada

Na véspera da prova, a alimentação mais comum é feita a base de carboidratos, podendo ser massas, batata e arroz, enfim derivados do carboidrato. Especificamente no caso dos atletas FILA Running Team, a alimentação costuma ser diferente, com polenta, carne de frango e legumes cozidos. Vale frisar a importância de ter um acompanhamento com especialista, para ter alimentação balanceada, não somente pensando na maratona.

5) Trecho mais difícil

Tudo depende do trabalho realizado durante os treinos. Uma pessoa mal preparada terá dificuldades em vários trechos do percurso durante a maratona. Tenho uma filosofia, assim como muitos atletas no mundo inteiro, que a maratona realmente começa após o km 30 quando o cansaço é maior. Quando chegam os 37 km os atletas estão mais felizes por ser a reta final, já superados os quilômetros mais difíceis.

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