Maior frequência nos treinos é o “remédio” para driblar a lentidão metabólica

Mohamad Barakat

O metabolismo do nosso organismo inicia a trajetória de queda em torno dos 30 anos, ficando bem mais lento a partir dos 40 anos, tanto em nível muscular quanto em nível fisiológico. É o momento em que muitas mulheres e homens reclamam da dificuldade de perder peso e das frequentes doenças. Nessa fase, a perda de peso se torna quase um “martírio” para quem NÃO está acostumado com atividades físicas e, para piorar, NÃO tem hábito alimentar saudável.

Claro que, se você pratica exercícios físicos e se alimenta bem, mais energia seu corpo acumula. Só que é preciso levar em conta que a energia já não será a mesma do passado. Portanto, você precisa ter uma frequência maior na hora de treinar. Só esforço e dedicação são capazes de driblar a lentidão metabólica.

Não adianta nada atingir tantas conquistas, como família, casa, carreira, e não ter saúde para aproveitá-las. Lembre-se que na fase de metabolismo lento, a prática de atividade física tem de ser constante. Também é preciso evitar deslizes na alimentação.

Atualmente, a facilidade no preparo dos alimentos fez com que produtos ‘in natura” fossem modificados e se transformassem em alimentos que o nosso corpo, de certa forma, não está acostumado a digerir bem, como, por exemplo, os alimentos processados e ultra processados etc. Toda essa modificação no consumo alimentar, aliada ao sedentarismo em que a sociedade vem levando, resulta no aumento da taxa de obesidade no mundo, servindo como porta de entrada para diversas doenças comprometedoras à existência humana.

Além de alimentos industrializados, um capítulo à parte são os refrigerantes que não oferecem nutrientes. Refrigerante levam na sua composição um monte de adoçante, conservante e acidulante.

A PRO TESTE (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) realizou uma pesquisa com refrigerantes nas versões tradicionais, light e zero, constatando que algumas das marcas ( 7 de um total de 24 marcas) possuem benzeno, substância cancerígena que é proveniente da reação do ácido benzoico com a vitamina C. Além disso, o adoçante utilizado nas cocas zero está proibido nos Estados Unidos há mais de 15 anos, mas o governo daqui aceita.

Isso sem citar outra pesquisa de cientistas americanos que apontam o refrigerante como o causador do envelhecimento celular, uma vez que o excesso do consumo provoca a perda da capacidade das células de se regenerarem. Na pesquisa, idealizada pela epidemiologista Cindy Leung, o hábito das pessoas que ingeriram 591 ml ou mais por dia de refrigerantes acaba acelerando o processo e equivale a 4,6 anos de envelhecimento.

Mohamad Barakat

Mohamad Barakat - médico, nutrólogo, especialista em metabologia e fisiologia do exercício. Publica dicas diárias no blog www.drbarakat.com.br e também no facebook

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