Debs conta sua “maratona” contra o câncer de mama

Adriana Aguilar

debs_capa_livroA  maratonista e blogueira Deborah de Aquino, que prefere ser chamada de Debs, compara o tratamento do câncer de mama à persistência exigida em uma maratona. “Cada sessão de quimioterapia correspondeu a um quilômetro corrido a menos, ficando mais próxima da linha de chegada”, afirma. Sua história é relatada no livro “Num piscar de olhos”, lançado neste mês.

Debs conta sua “maratona” contra o câncer de mama e a prática do esporte durante o tratamento com quimioterapia. No final de setembro de 2013, Debs completou a maratona de Berlim em 3h26. Na sua melhor fase como maratonista, veio o diagnóstico do câncer em dezembro de 2013. “Essa experiência me ensinou a dar mais importância para tudo que estava ao meu redor. O aprendizado foi que toda a vida pode mudar, literalmente, em fração de segundos”, diz a blogueira.

Toda a história das maratonas e fases do tratamento foi compartilhado pela Debs com seus seguidores no blogdadebs.com.br, que se tornou seu diário naquele momento. Feita a biópsia de 12 nódulos, constatou-se que seis deles eram malignos. Debs teve de fazer a mastectomia bilateral e, depois, sessões de quimioterapia que duraram até agosto de 2014.

“Ainda na fase inicial do tratamento, perguntei ao médico se podia continuar correndo. Ele respondeu que eu poderia correr no limite do meu cansaço, até onde meu corpo aguentasse. Corri até a quarta sessão de quimioterapia, em torno de 8 quilômetros na esteira, três vezes por semana. As pessoas da academia achavam que eu havia raspado a cabeça para fazer graça. Como a imunidade vai caindo, as corridas se tornaram um fardo. Naquela fase, decidi praticar natação até o final do tratamento”, afirma Debs.

Da mesma forma que não é possível saber como o corpo reagirá em uma maratona, Debs também não sabia como seu organismo reagiria em relação às sessões de quimioterapia. Ela tinha conhecimento de todos os efeitos colaterais que constam nos livros. Mas, cada organismo reage de uma maneira.

“Eu já estava preparada para essa maratona contra o câncer. A corrida me ajudou a sair da depressão, quando levei um “pé” de um ex-namorado. A corrida me ajudou a encontrar o meu atual marido que também corria. Depois que tive minha filha, a corrida me ajudou a perder peso, pois eu estava gordinha. Após a confirmação do câncer de mama, foi quando a corrida mais me ajudou. Fiz muito a analogia entre a disciplina exigida em uma maratona e o tratamento do câncer. A corrida salva a gente de muitas coisas”, afirma Debs.“

Em abril de 2015, a Debs completou a maratona de Boston em 3h43. “Foi a prova mais difícil que fiz na minha vida. Não foi o tempo que eu queria. Tenho índice para voltar. Mas, quando voltar, quero fazer uma boa prova. Avalio que não fui tão bem por uma série de motivos. Parei de correr enquanto fazia o tratamento, encerrado em agosto de 2014.

Agora, já em sua rotina normal, Debs  acorda 5 horas da manhã e, às 5h30, vai para a rua correr. “Quando não tem competição, corro três vezes por semana. Quando tem alguma maratona à vista, o treino é feito quatro vezes por semana”, diz a blogueira apaixonada por maratona, autora do livro “Num Piscar de Olhos”.

 

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Adriana Aguilar

Adriana Aguilar - jornalista e integrante da equipe do blog VIDA QUE CORRE

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