Aumento brusco de treino eleva as chances de fratura por estresse

Thais Zorzin

fratura_estresse2O número de corredores que apresentam fratura por estresse, micro fratura óssea, vem crescendo no meio esportivo e estima-se que seja 10% de todas as lesões esportivas. As mulheres têm 10 vezes mais chances de desenvolver este tipo de fratura do que os homens.

A elevada incidência nas mulheres resulta da maior perda de cálcio por elas e também pelo tipo da anatomia do quadril, maior que o do homem, causando uma alteração na posição dos membros inferiores de forma a mudar a mecânica do quadril, sobrecarregando, desta forma, os ossos das pernas (o fêmur e a tíbia) e os ossos dos pés.

A fratura por estresse acomete, principalmente, atletas que são submetidos a cargas elevadas de treinamento. O tipo de calçado utilizado durante a atividade esportiva, o solo onde é realizado e o aumento rápido da intensidade, da distância e velocidade da prática esportiva, são fatores que podem agravar a lesão.

A ausência do aumento gradual da força muscular durante a atividade, juntamente com a fadiga muscular, contribuem para o surgimento da fratura por estresse. Os músculos são os responsáveis em absorver o impacto gerado na corrida e, quando estes estão cansados e deixam de absorver a maior parte deste impacto, os ossos acabam absorvendo este choque, desgastando sua estrutura óssea. Neste momento, é instalado no osso o processo da fadiga por estresse.

Caso o atleta não faça o repouso e o tratamento, a fratura pode se tornar maior, com piores consequências, podendo gerar até uma fratura óssea completa.

A queixa do atleta é de dor ao praticar a corrida, com melhora da dor durante o repouso. Com o tempo, a dor passa a ser contínua, até no momento de repouso, seguido de edema no local da dor.

O tratamento passa pelo combate ao processo inflamatório, cicatrização óssea, correção postural e fortalecimento muscular. A fisioterapia é muito importante em todo o processo, durante o qual deve ocorrer a suspensão da atividade física. O uso de imobilizadores ortopédicos, como do tipo robofoot, também são de grande valia durante os primeiros dias de tratamento.

Thais Zorzin

Thais Zorzin - fisioterapeuta da Clínica FisioZin. Colaboradora do blog VIDA QUE CORRE

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